Energia

O metabolismo dos organismos demanda energia, que existe em diferentes formas, como a térmica, mecânica, elétrica, química, nuclear e luminosa. Para nós, seres humanos, a energia térmica é a mais importante, pois somos homeotérmicos, ou seja, mantemos nossa temperatura corporal constante, em torno de 36,5° C. Para isso, grande parte da energia química, proveniente da nossa dieta, é convertida em energia térmica. 


A molécula fundamental de energia química é o ATP (adenosina trifosfato), constituído por uma molécula de adenosina ligada a três grupamentos fosfato. É a moeda de transferência de energia entre as células. 

A reação de hidrólise do ATP é a seguinte: 


O rendimento energético dessa reação é de 7 a 12 kcal/mol. Em um indivíduo de 70kg, há cerca de 50g de ATP e são degradados, aproximadamente, 190kg de ATP por dia. Para isso ocorrer, é necessária a ressíntese de ATP, que demanda uma quantidade maior de energia, provinda de vias anaeróbias (creatina-fosfato e glicose) e aeróbias (glicose, lipídios e proteínas). 


Fontes de energia para ressíntese de ATP: 

Via da creatina fosfato 

A creatina (CR) é formada no rim, a partir de três aminoácidos captados da corrente sanguínea. Posteriormente, é liberada novamente no sangue, de onde é captada pelos músculos esquelético, cardíaco e neurônios, tecidos que formam a creatina fosfato (CP). 

A creatina quinase (CK) é uma enzima que forma ou quebra a CP. Se há alta concentração de ATP, ela forma CP; se há alta concentração de ADP, ela quebra CP para ressíntese de ATP. 


A CP é utilizada em exercícios de alta intensidade. No início do exercício, quando o ATP começa a ser quebrado, as concentrações de ADP e de Pi aumentam. Assim, a creatina quinase é ativada, quebrando a creatina fosfato em CR e Pi e liberando energia para ressíntese de ATP. 


 - No início do exercício, o ATP começa a ser quebrado, gerando uma alta concentração de ADP, o que ativa a creatina fosfato para ressíntese de ATP. 
- Essa quebra de creatina fosfato garante que a concentração de ATP seja constante. 
- Como a reserva de creatina fosfato está baixa, não ocorre a ressíntese de ATP, acarretando baixo rendimento muscular. 


 - Inicialmente, fase de aceleração e, em seguida, atinge a velocidade máxima. 
- Depois, platô, no qual mantém a velocidade máxima pela utilização da reserva de creatina fosfato para ressíntese de ATP. 
- E, por fim, declínio de velocidade; a reserva de creatina fosfato diminui, não havendo ressíntese de ATP eficiente. 

Para aumentar a velocidade inicial, pode-se aumentar a concentração de ATPase, ou aumentar a potência muscular. O incremento de CP não aumenta o pico de velocidade, apenas mantém o platô por mais tempo e diminui o declínio da velocidade final.


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